...minha escrita até pode ser autodidata,
mas está bem longe de ser autobiográfica...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ELEs...


Sucumbiram...

Diante de tanto que poderia ser mais

Diante do mais que se reduziu ao pouco

E foi por tão pouco que findou no quase

Quase se olharam e se viram

Quase falaram e sentiram

Mais uma vez...

Quase tentaram

E no vazio do “quase”

Sepultaram o que não é feito de letras

Improvável?

Desperdício?

Mais que isso...

Um sentir negligenciando

Inevitável...

Suicídio!


Para [sobre] viver o amor precisa de cuidados

Algumas gentilezas

Pitadas de perdão

Muita paciência

Olhares de admiração

Um certo silêncio

Algumas [in]certezas

Um pouco de surpresa

Muito espaço

E algum amparo

Hoje ele morreu e me doeu

Hoje...


E

n

f

i

me calo!



Maria Rita


16 comentários:

disse...

Quando o 'Eles' começou a nascer a dor foi tanta que parecia ser comigo.
Hoje.. depois de um tempo [sempre esse Senhor]estancou.
E foi bom ler enfim esse nascimento com olhos diferentes.

De novo...
Um brinde ao tempo.
Belo texto!

Beijo!

Crispi. disse...

Lindo, de tocar o coração. Queria saber fazer poemas assim... mas não tenho alma de poeta como tu :T
Beijos!

Saulo Taveira disse...

"Eles" se perderam em si.
Só resta mesmo morrer.

Beijos moça. linda poesia.

Colombina disse...

Pode ir pensando que tô aceitando tudo! hauhuhauahuahaa

Obrigada pela visita!
Volte sempre!

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Belo* Só quem ama sabe. Vives por amor porque amas a vida, eis o que nos dá sentido. Morreu hoje, hoje re.nasce*
Beijo terno e voltei sim. Precisamos uns dos outros.
Para ti:

Olhos...
by Renata M. P. Cordeiro

Olhos de rubros fogos, infernais,
Olhos que se enfeitiçam, feiticeiros,
Olhos que por instantes flamejais,
Olhos fortes, ferventes, fervilheiros...

Olhos de verde mar, mananciais,
Olhos que se deságuam, aguadeiros,
Olhos que por instantes marejais,
Olhos meigos, marinhos, marinheiros...

Olhos de magnetismos pessoais,
Olhos de paixões súbitas, fatais,
Olhos de amores cegos, verdadeiros...

Olhos que se fitaram, passageiros,
Olhos que se enxergaram por inteiro,
Olhos que não se viram nunca mais...

Renata

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Volta também.
Renata

Márcio Vandré disse...

Aceitar o quase é não colocar um ponto final num conto.
Obrigado pela visita.
Um beijo!

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Oi, minha Linda! Venho desejar Bom de semana*

Um poema um tanto místico pra ti!

Teu nome

Eu queria dizer em palavras o meu sentimento.

Queria falar coisas do meu coração.

Coisas do momento,

Que não tem lógica ou razão.

Que sejam somente palavras,

Mas que expressem minha emoção;

O meu sentimento, a minha paixão;

Todo meu amor, minha obstinação.

Mas busquei palavras dentro de mim,

No meu coração...

E nele encontrei apenas teu nome...


@ Renata Cordeiro

Michele P. disse...

Maria

Que encanto encontrei por aqui.
Agradeço a visita e digo que voltarei outras vezes.
Sensibilidade é o que não te falta.

Bjos

sonho disse...

Só te cales quando o teu silencio for mais precioso do que o que fores dizer...
Beijo dánjo

Eu sei que vou te amar disse...

Lindo seu poema! Sensivel e profundo, pois o amor significa esta entrega absoluta!
Beijo doce

Pat. disse...

O silêncio às vezes pode fazer mais.

Deixo-te meu beijo especial e o agradecimento por teu carinho em meu blog.

meus instantes e momentos disse...

que bom voltar aqui.
sensibilidade a flor da pele.
Maurizio

Mimo Chic disse...

Como e bom conhecer espaços lindos como esse , UM PRESENTE!!!
Aqui seguiremos.
esperamos retribuir o carinho em nosso blog!
Bj
Lulu & Sol

Vivian disse...

...amor de verdade morre?

ou adormece por falta de
movimento?

adorei tua visita, e
tbm adorei chegar aqui
neste campo de poesia.

bjbjbj

disse...

E tanto tempo depois, ainda não há um fim...