...minha escrita até pode ser autodidata,
mas está bem longe de ser autobiográfica...

sábado, 3 de agosto de 2013

aleatóriO...



São tantos os pensamentos e pesares que já nem sei mais o que é 'chão' e o que é 'vão'. Caminho por ruas compostas por palavras que somente eu posso ler. Frases lindas, mas a profundidade delas não me salva do meu próprio abismo. Não me salva dessa 'falta de pertencimento', não reconheço o que me devia ser familiar, é como se eu não pertencesse a nenhum lugar, nenhum olhar, nada que me faça descansar dessa busca.
Não sei onde quero chegar, mas rezo pra que seja qualquer lugar que não se chame 'cansaço'.

Se tudo é produto da minha imaginação então, me entrego, me rendo desarmada e desalmada. Pois que esta 'Santa Imaginação' me conceda mais e mais subterfúgios para que os dias me sejam mais amenos.
Sofro de 'lonjuras', quero ir, voltar, partir, qualquer coisa que me impeça de desistir desta lucidez arrogante. 
Sei de coisas demais para o meu gosto!
Por hora não vou chorar, nunca fui mesmo dada a transbordamentos, quando fico ausente choro silêncios.
Sou feita de dons e tons, minha poesia é só minha, escrevo por teimosia, minha forma amadora de exercitar o amor, a dor e de dar voz a estes fragmentos aleatórios que moram da pele pra dentro.
Só por hoje quero permitir-me, ser salva. 
Que alguém entre por aquela porta destituído de maldades, para que a bondade enfim, me pegue no colo. Que me diga nobrezas e me ensine delicadezas que jamais soube existir.
Hoje não quero divindades, deuses ou entidades, quero gente de carne e osso que faça valer esta fé que insisto em nutrir.
E entre tantas coisas que eu poderia escolher, hoje quero somente a leveza contida no ato singelo de sorrir.


"Mania besta esta de ser forte o tempo todo,
não sei quem me convenceu dessa insanidade.
Está decidido!!!
Daqui pra frente decreto a lei da fragilidade,

desde que ela vigore só nas horas vagas...rs."



[Maria Rita] 


2 comentários:

Alma Solitária disse...

Simplesmente maravilhoso, e inebriante.

Anônimo disse...

E então que assim seja...
Sorrisos sem culpa, lágrimas sem dor... Medos as claras, natural pudor...
E para o deleite, abraços, fraternos, honestos, cheios de amor.
Não, não. Não amor que queima, que arde. Amor que acalma, que acalanta, que liberta e revela a essência...
Sem pretensões mundanas, apenas amor e só...