...minha escrita até pode ser autodidata,
mas está bem longe de ser autobiográfica...

domingo, 5 de junho de 2011

maturIDADE...


Cercada por este vento frio que invade as minhas toscas inspirações, retirei temporariamente os medos que me oprimem o peito, calei a boca de velhos pensamentos para simplesmente saborear uma boa sopa de queijos.

Pensei em o quanto já me preocupei com coisas desnecessárias, o quanto sofri antecipadamente, quantas noites mal dormidas, quantas lágrimas caídas e quantos textos escritos em horas perdidas na busca ensandecida da ‘batida perfeita’.
Em outros tempos nem sentiria o sabor deste maravilhoso caldo quente só para manter o pensamento no que não deu certo, no que não tem mais jeito.
Hoje as coisas mudaram, lido com minhas angustias de forma diferente, o que compete ao amanhã não atrapalha mais o meu hoje, e se for preciso apago meu olhar, choro se tiver que chorar e amanheço em um dia diferente.
[Que diferença!]
Tenho que confessar, gosto pra caralho desse cara chamado ‘Tempo’, me ajudou muito a simplificar as coisas, a ser menos ‘excessos’ e mais ‘silêncios’, a ser mais ‘eu’ e menos ‘você’ para poder viver o ‘nós’, aquele ‘nós’ que toda gente merece ter.
Aprendi a apreciar outros ritmos, saber mesclar lucro com diversão, não ter tanto medo dos meus medos e de fazer jus ao que carrego em meu coração.
E mesmo com tanta coisa pra fazer, muitas coisas para acontecer [ou não], AGORA é a hora do meu caldinho de queijos, de olhar o olhar de quem quer me abraçar, de me enrolar no edredom e pensar: ‘Ai que bom!'
Hoje não erro menos, erro melhor, não tenho menos problemas, tenho mais soluções, hoje até posso escrever um texto como este em alguns poucos minutos e não me perco mais em inúteis divagações.


Hoje dizer ‘dane-se’ não é mais um ato de revolta, meus trinta e poucos anos me ensinaram que é só uma técnica de sobrevivência.



Maria Rita

8 comentários:

JasonJr. disse...

E eu achei isto ótimo!!! Um ótimo inicio de semana mocinha!

Helcio Maia disse...

E assim somos nós, naves que estacionam em tantas estações, que ganham e perdem vagões, mutantes. Celebro o sagrado direito às transformações, reconsiderações. Somos o que jamais fomos, seremos o que ousarmos ser, com a dose de desapego imprescindível a que possamos apegar-nos ao sonho maior de crescer, em direção à luz.
Seguindo seu blog.
Abraço carinhoso.

disse...

Só se descobre o prazer dos trinta quando se chega a ele e consegue-se perceber que o mundo não acabou, não se morre de amor, o tempo é sábio e nada como uma noite entre dois dias...

Agradeço todos os dias por sobreviver aos 20 para viver os 30..

Beijos!

G.Lispector' disse...

Oii ..
baby tem selinho pra vc no blog !!

Eis o link da imagem:
http://2.bp.blogspot.com/-hSHBpYINXU4/Te0kuZdlLTI/AAAAAAAABGY/cYwwv5sDHZ8/s1600/erika.JPG

E aqui da postagem com as regras:
http://almadiiborboleta.blogspot.com/2011/06/seelinhoo.html

um.beijo*

Renata Fagundes disse...

isso é maturidade minha amiga

beeeeeeeeeeijo


saudade de estar aqui =)

Hermínia Nadais disse...

Muito bom... bom mesmo. uma boa forma de encarar a vida.

Vieira Calado disse...

Pois...

nos tempos que correm

urge saber sobreviver...

Bjsss

Michele P. disse...

Maria Rita

Esta maturidade, por vezes, demora tanto para chegar, não é?
Seus textos são sempre tão belos e "maduros", que releio-os muitas vezes. :)

PS:Propus uma brincadeira lá no blog e ficaria muito feliz se você participasse. Topa? Sim? Obaaaaaaaa!
;)

http://profmieseusdesvaneios.blogspot.com/2011/06/vem-ca-voce-me-conhece.html#comments

Espero você lá!
Bjs