
...minha escrita até pode ser autodidata,
mas está bem longe de ser autobiográfica...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Simples Atitudes

quinta-feira, 3 de junho de 2010
"Bom Olhado"

quarta-feira, 2 de junho de 2010
Doce Algodão

E se eu disser pra você que [apesar de tudo], hoje acordei feliz?
segunda-feira, 31 de maio de 2010
"Moço"

E quem
iria pensar
que ele faz
sentido?
Em um constante apertar de letras ela guiava-se por seus caminhos inusitados. Seria mais um de seus devaneios?
Entre tantas interrogações ela buscava incansavelmente alguma exclamação para salva-la de sua sutil insanidade diária, em uma mania incessante por respostas e fatos palpáveis e irrevogáveis, sem dano real, mas com algum efeito colateral com gosto de “pra sempre”, mesmo que o “sempre” venha com data de validade.
Era uma descendente da loucura, nascida da esquizofrenia poética. E no doce líquido que sorvia na taça de sua imprudência, embriagava seus princípios morais, deixando-os a mercê de felizes sintomas que faziam de sua vida uma obra intuitivamente abstrata [compreendida por poucos], pois já não precisava mais de platéia, queria apenas o sucesso seletivo de "nobres seguidores", com cérebro o suficiente para serem imperfeitos por natureza...e ainda assim...nobres.
Eis que então surge...aquele “belo moço” perigosamente singular, em meio a fumaça de um cigarro com aroma de café, trazendo no bolso suas palavras [propositalmente] incompreensíveis, e de maneira sorrateira se fazia expressar em linhas que apenas ela sabia explicar.
Ela já não sabia mais se deveria achar certo todo aquele querer, não tinha mais medo de vento e nem de tempestade, a única coisa que ela queria ao certo, era ter por inteiro...
E não mais pela metade!
Arnaldo Antunes
[Sim moça...este rabiscado desenha o seu traçado!]
M.R.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Borboletas

domingo, 23 de maio de 2010
[...]

quinta-feira, 20 de maio de 2010
Conversa...

Nem divina e nem sábia sou apenas uma alma pensante que transita nas esquinas da vida sem rumo nem direção, sentindo a ausência do sentir, mesmo que ainda tenha um coração.
Sou palavra que ecoa na falta de quem me diz, sou fera domada e extinta por sua coragem, sou fera selvagem e ainda tenho que ser feliz.
Por vezes sou felicidade e irradio a criança reluzente que brinca de brincar pra poder falar sério, sou o meu jeito de me mostrar... sou ar...sou gente...sou mistério!
Sigo por essas estradas na companhia de meus pés cansados e alguns trocos na mão, com poucos punhados de muitas coisas sigo em frente [ou não], gastando a sola de meus tamancos transpiro o bom senso aos trancos e barrancos.
E neste porto seguro onde mora a insegurança, sigo ensinando o que tenho que aprender, feliz em expressar minha santa imperfeição, faço de mim aquilo que "Sou" e que "Posso" ser.
[E em uma conversa sem intenções e nem asas eis aqui as minhas palavras!!!]
M.R.
domingo, 16 de maio de 2010
Amo pessoas que posso chamar de amigos...

"O melhor espelho é um velho amigo."
(George Herbert)
Incrível como os dias vão alternando seus ritmos e suas canções! Existem dias que parecem tão intermináveis que não sabemos dizer se fomos nós que passamos por eles ou se foram eles que passaram pela gente, nos atropelando e deixando marcas e desejos de que nunca mais se repitam.
Mas também existem aqueles dias em que respiramos fundo e um suave perfume preenche os nossos pulmões, trazendo uma sensação de paz e satisfação, nos sentimos envolvidos por um carinho invisível que esquenta o nosso peito, e que geralmente são provocados por momentos simples e sutis, mas sempre grandiosos. Iluminam os nossos olhares e nos dá energia para continuarmos nesta dança imprevisível.
E assim os dias vão passando pela gente e a gente por eles, dias frios, quentes, chuvosos, nublados, ensolarados, vazios, cheios, tristes, alegres, solitários...e aprendemos aos poucos a lidar com eles [ou fingimos que aprendemos], e rezamos para que eles também aprendam a lidar conosco.
O mais interessante desta dança diária é que quanto mais vou sendo conduzida por ela [vezes sangrando,vezes sorrindo], mais me dou conta do quanto precisamos uns dos outros, do quanto nos faz bem estarmos entre rostos conhecidos de amigos verdadeiros, que sentem a nossa falta e nós a deles. Entre eles sentimos o lado bom de viver, dividimos nossas dores, amores e magicamente os problemas não parecem mais tão grandes.
Os amigos são a família que escolhemos ter, e sem eles até mesmo os dias mais doces ficam sem sabor, aliás...quem tem ao menos um amigo sempre terá uma xícara de café quente e um par de orelhas...e isso pode salvar uma vida!
M.R.
sábado, 15 de maio de 2010
O que seria do recomeço se não existisse o fim?
